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quarta-feira, 14 de maio de 2008
Depois da queda
quarta-feira, maio 14 2008 - 12:05
Alguém de olhos vermelhos,
Mas sem boca para falar:
Não tem palavras que afoguem a dor,
E afunda sozinho num mar de tristeza.
Não aprendeu a nadar
Nas lágrimas dos outros,
Não brincou de chorar
soletrando a dor alheia.


Agora pensa que entrou no palco errado
E sua tragédia é mais uma cena muda.
Mas foi ele que faltou aos ensaios:
Agora não tem mais falas, nem cena
E só a morte lhe acena compreensiva,
Órbitas vazias na espera do último ato.


Alguém de peito aberto,
Mas sem coração para bater.
Não tem braços, nem
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