|
Alguém de olhos vermelhos, Mas sem boca para falar: Não tem palavras que afoguem a dor, E afunda sozinho num mar de tristeza. Não aprendeu a nadar Nas lágrimas dos outros, Não brincou de chorar soletrando a dor alheia.
Agora pensa que entrou no palco errado E sua tragédia é mais uma cena muda. Mas foi ele que faltou aos ensaios: Agora não tem mais falas, nem cena E só a morte lhe acena compreensiva, Órbitas vazias na espera do último ato.
Alguém de peito aberto, Mas sem coração para bater. Não tem braços, nem
|