O que mais dói em nós é a dor que desatamos
Ao cortar os nós que nos amarraram o coração
por tanto tempo à sombra do que se prometeu.
Entregues ao tempo e à memória, dois abutres
somos nós, a bicar pedaços felizes do que foi
Sobre a montanha apodrecida do nosso hoje.
Por que não voar em paz, anjos que somos,
E cada felicidade seja sempre branca nuvem,
E os olhos se voltem para aquilo que foi bom?
Que lágrimas afoguem a dor
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