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terça-feira, maio 06 2008 - 02:33
Todos me dizem: são pássaros!
Quando sei que são travesseiros ao avesso,
Úmidos daquela dor que nada silencia,
Recheados de sangue incandescente,
De sonhos que voam sem pena da terra.
Todos me dizem: são peixes!
Quando sei que são baleias,
Sereias obesas a quem o amor desafinou,
Recheadas de sangue incandescente,
De sonhos que afundam sem pena no mar.
Brasília, 2006
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